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Como envelhecer com saúde e continuar fazendo o que você gosta por mais tempo

Foto do escritor: Luciana Magalhães
Luciana Magalhães
11 de set.
4 min de leitura
Como envelhecer com saúde e continuar fazendo o que você gosta por mais tempo

Você quer continuar viajando, dirigindo, fazendo suas compras, cuidando da própria casa, encontrando amigos e realizando suas atividades sem depender de outras pessoas?


Se hoje você consegue fazer tudo isso, pode pensar que ainda é cedo para se preocupar com perda de independência. Mas existe outra forma de olhar para essa questão:

o melhor momento para cuidar das suas capacidades pode ser justamente enquanto elas ainda estão presentes.


Envelhecer bem não significa impedir todas as mudanças do corpo. Significa criar condições para continuar fazendo aquilo que é importante para você pelo maior tempo possível.


O que significa envelhecer com saúde?


É comum associar saúde à ausência de doenças.

Mas uma pessoa pode conviver com hipertensão, diabetes, artrose ou outras condições controladas e continuar levando uma vida ativa, participativa e independente.


Por isso, além de perguntar “quais doenças eu tenho?”, vale fazer outra pergunta:

O que eu quero continuar conseguindo fazer daqui a alguns anos?


Viajar?

Morar sozinho?

Subir escadas?

Ir ao supermercado?

Caminhar pela praia?

Cuidar da própria casa?

Brincar com os netos?


Essas atividades dependem de diferentes capacidades físicas e mentais que usamos no cotidiano, muitas vezes sem perceber.


O que sustenta sua independência no dia a dia?


Força, equilíbrio, mobilidade, resistência, coordenação, atenção e capacidade de reagir a situações inesperadas não servem apenas para melhorar o desempenho durante um exercício.


Elas sustentam atividades reais da vida.


Viajar, por exemplo, pode exigir caminhar por longos trajetos, carregar objetos, subir degraus, permanecer em pé e adaptar-se a ambientes diferentes. Cuidar da casa envolve abaixar, alcançar, carregar, organizar e permanecer em movimento. Sair sozinho exige caminhar sobre diferentes superfícies, observar o ambiente, reagir a obstáculos e manter segurança nos deslocamentos. Por isso, preservar capacidade funcional não é apenas “ficar mais forte”.

É manter possibilidades.


Pequenas mudanças podem aparecer antes de uma grande limitação


Nem sempre uma perda funcional começa de forma evidente.

Alguns sinais podem surgir aos poucos:


  • evitar escadas sempre que existe elevador;

  • sentir mais dificuldade para levantar do chão;

  • precisar apoiar as mãos para sair de algumas cadeiras;

  • perceber maior insegurança em terrenos irregulares;

  • cansar mais em atividades que antes eram fáceis;

  • caminhar mais devagar;

  • evitar determinados movimentos por medo ou insegurança.


Isso não significa necessariamente que exista uma grande limitação.

Mas pode ser um sinal de que algumas capacidades estão deixando de ser utilizadas ou já começam a exigir mais esforço.


Perceber essas mudanças antes que elas interfiram de forma importante na rotina aumenta as possibilidades de agir.


“Eu caminho bastante. Isso não é suficiente?”


Caminhar é uma excelente atividade.

Mas caminhar não trabalha, da mesma maneira, todas as capacidades necessárias para a vida cotidiana.


Uma pessoa pode caminhar vários quilômetros e ainda apresentar dificuldade para levantar-se do chão.


Pode ter boa resistência e precisar melhorar equilíbrio.

Pode caminhar todos os dias e apresentar pouca mobilidade para determinadas tarefas.


Da mesma forma, frequentar uma academia não significa automaticamente que todas as necessidades da vida cotidiana estejam sendo contempladas.


A questão principal não é apenas:

“Qual exercício devo fazer?”


Mas:

“O que eu quero continuar conseguindo fazer e quais capacidades preciso preservar para isso?”


Exercício com finalidade


Duas pessoas da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes.

Uma gosta de viajar e caminhar pela cidade.

Outra mora em uma casa com escadas, cuida do jardim e passa bastante tempo com os netos.

As duas podem ter 70 anos e ser independentes.

Mas a rotina de cada uma exige capacidades diferentes.


É por isso que o exercício não deveria existir apenas como uma sequência de movimentos, séries e repetições.


Ele pode ser utilizado como uma ferramenta para preservar aquilo que a pessoa precisa na própria vida.


Fortalecer as pernas pode ajudar a continuar subindo escadas.

Trabalhar equilíbrio pode contribuir para caminhar com mais segurança.

Melhorar mobilidade pode facilitar tarefas dentro de casa.

Estimular coordenação, atenção e capacidade de adaptação pode ajudar em situações mais complexas do cotidiano.


O objetivo não é simplesmente realizar melhor o exercício.

É continuar realizando melhor a vida.


Continuar ativo também significa continuar usando suas capacidades


Quando algo começa a ficar mais difícil, existe uma tendência natural de evitá-lo.

Se abaixar incomoda, outra pessoa passa a pegar o objeto.

Se subir escadas cansa, o elevador passa a ser a única opção.

Se caminhar em determinado lugar gera insegurança, aquele passeio deixa de acontecer.


Algumas adaptações são necessárias e inteligentes.


Mas, quando retiramos atividades da rotina sem perceber, também podemos deixar de utilizar determinadas capacidades.


Por isso, manter-se ativo não significa apenas estar ocupado.

Significa continuar oferecendo estímulos adequados ao corpo e às capacidades que você deseja preservar.


Não é preciso esperar perder independência para começar


Muitas pessoas só começam a pensar em funcionalidade depois de uma queda, uma internação ou quando alguma atividade deixa de ser possível.


Mas o cuidado pode começar antes.


Se você ainda é ativo, independente e realiza normalmente suas atividades, existe uma oportunidade importante de trabalhar com capacidades que estão preservadas.


Isso não significa que todas as perdas futuras possam ser evitadas.


O envelhecimento traz mudanças e cada pessoa terá uma trajetória diferente.

Mas algumas capacidades podem ser estimuladas, dificuldades podem ser percebidas precocemente e estratégias podem ser adotadas antes que pequenas mudanças passem a limitar a rotina.


Talvez a pergunta mais importante não seja:

“Será que eu já preciso de ajuda?”


Mas:

“O que eu quero continuar conseguindo fazer daqui a cinco, dez ou quinze anos?”

Essa resposta pode orientar melhor o cuidado.


Quer continuar fazendo aquilo que faz parte da sua vida?


O acompanhamento domiciliar também é voltado para pessoas idosas ativas e independentes que desejam cuidar das capacidades necessárias para manter sua rotina, seus interesses e sua participação na vida.


O trabalho parte das atividades que fazem sentido para cada pessoa e das capacidades necessárias para realizá-las.


A partir disso, são utilizadas estratégias físicas e cognitivas individualizadas, sempre relacionadas ao cotidiano.


Não é exercício por exercício.

É movimento com objetivo.


É cuidar hoje das capacidades que ajudam você a continuar fazendo aquilo que deseja amanhã.


Conheça o programa prático adaptado à sua realidade.


Juntos, vamos desenvolver de estratégias sob medida pra você. Trabalhamos força, resistência, equilíbrio, mobilidade e agilidade de forma segura e no seu próprio ritmo, respeitando suas individualidades.



 
 
 

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